O Que Resta
Eu estaria mentindo se disse que nunca pensei sobre o quão doloroso é, ou deve ser, essa época específica do ano, para aqueles que perderam ou nunca tiveram uma mãe, quando todos estão se preparando para comemorar, quando cada comercial de TV fala sobre presentes e coisas que você deveria comprar para presentear a sua mãe. Convivendo com alguém que perdeu a própria mãe diariamente me fez pensar e ver o quão dolorosa e desesperadora é a saudade.
Agora eu não apenas sei mas eu também sinto. Só agora entendo. A dor da saudade é uma constante a cada dia, nunca passa, nunca melhora, só aprendemos a guardá-la melhor. Mas nesse mês, nesse período específico, nesse mundo de propagandas gritantes tudo o que eu vejo nos cartazes e nos comerciais chamativos é um grande lembrete do que, de quem, eu perdi. Tem quem me diga que quatro meses são tempo demais para se viver o luto mas, me conhecendo da forma como eu faço, sinto que acumularei cada luto pelo que passar para sentí-los a cada dia como a última sensação física que cada um dos que amei e perdi deixou. É o último que me resta. As lembranças e a dor da saudade.
Agora eu não apenas sei mas eu também sinto. Só agora entendo. A dor da saudade é uma constante a cada dia, nunca passa, nunca melhora, só aprendemos a guardá-la melhor. Mas nesse mês, nesse período específico, nesse mundo de propagandas gritantes tudo o que eu vejo nos cartazes e nos comerciais chamativos é um grande lembrete do que, de quem, eu perdi. Tem quem me diga que quatro meses são tempo demais para se viver o luto mas, me conhecendo da forma como eu faço, sinto que acumularei cada luto pelo que passar para sentí-los a cada dia como a última sensação física que cada um dos que amei e perdi deixou. É o último que me resta. As lembranças e a dor da saudade.
Karla Lima 6|5|2018
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