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Mostrando postagens de maio, 2018

Gomenasai*

Desculpe-me por tudo; Desculpe-me, eu sei que te decepcionei. Desculpe-me até o fim. Eu nunca precisei de um amigo como preciso agora. *Desculpe, em japonês Karla Lima 10|5|18

O Demônio do Desespero

Quantas voltas nós damos em torno de nós mesmo à guisa de preocuparnos com o que poderia acontecer. O famoso "e se" é que nos atormenta a existência. Desesperadamente nós procuramos fazer ligações e suposições e projeções de um futuro que, infelizmente, não conseguimos prever a longa prazo e nem em escala individual. Recentemente, lendo um maravilhoso livro de ficção científica eu me deparei exatamente com essa questão da previsão do futuro, não a nível de indíviduo mas a nivel social, e pensando bem acho que é bem possível fazermos o mesmo nós mesmos com a nossa atual realidade. Pesemos a "evolução" e o "retrocesso" do nosso sistema social nessa nossa balança cósmica, tudo o que vemos e vivenciamos atualmente é, meramente, um resultado de mudanças a longo prazo. A implantação de certos pensamentos e liberdades que antes eram totalmente restringidas e imorais, a liberação em rede nacional de imagens que no século passado muitas pessoas se ruborizariam ...

O Que Resta

Eu estaria mentindo se disse que nunca pensei sobre o quão doloroso é, ou deve ser, essa época específica do ano, para aqueles que perderam ou nunca tiveram uma mãe, quando todos estão se preparando para comemorar, quando cada comercial de TV fala sobre presentes e coisas que você deveria comprar para presentear a sua mãe. Convivendo com alguém que perdeu a própria mãe diariamente me fez pensar e ver o quão dolorosa e desesperadora é a saudade.  Agora eu não apenas sei mas eu também sinto. Só agora entendo. A dor da saudade é uma constante a cada dia, nunca passa, nunca melhora, só aprendemos a guardá-la melhor. Mas nesse mês, nesse período específico, nesse mundo de propagandas gritantes tudo o que eu vejo nos cartazes e nos comerciais chamativos é um grande lembrete do que, de quem, eu perdi. Tem quem me diga que quatro meses são tempo demais para se viver o luto mas, me conhecendo da forma como eu faço, sinto que acumularei cada luto pelo que passar para sentí-los a cada dia c...

4:33

Eu sonhei com você esta noite, em três meses essa foi apenas a segunda vez. Você estava colocando a vida nos eixos, tentando voltar à normalidade depois do que havia sido um grande período de doença, dor e sofrimento. O corpo, ainda magro, se recuperava, os cabelos ralos, a voz fraca, mas o sorriso, como sempre, luminoso. O marejar dos seus olhos me dizia: 'Eu venci!'.