Parando
Olhei no relógio e o dia já se foi, o fim de semana já se foi e eu não disse "eu te amo" para ninguém. Tive chances, poderia ter ligado, mandado mensagens, sms, whatsapp, mas não, eu deixei pra depois. Pensando bem, quanta coisa na vida eu deixei pra depois também? De tanto viver com pressa, será que abracei os meus pais o suficiente? Será que eu escutei direito a quem pedia atenção? Pra correr e vencer, posso até ter deixado meus amigos pra trás. Estou ganhando o mundo e perdendo o meu coração? Tenho tempo para amar? Como seres humanos morremos um pouco mais a cada segundo, não existem garantias.
Damos tanta coisa por certa, esquecemos que não existe certeza enquanto existir vida. Quero olhar no relógio e ver que ainda é cedo, sentir a alma amanhecer, sentir o amor aqui dentro e lançar fora o medo. Quero decidir, deliberadamente, amar, decidir viver. Dar aos que amo um olhar sincero e cheio de amor, dar palavras que confortem o coração. Nesses tempos de guerra contra tudo e todos, só o amor racional e a compreensão podem nos salvar de nós mesmos, desse constante bombardeio, dessa constante rasgação de membros. Ás vezes tenho certeza que esse torpor, essa sensação de falsa normalidade, é o que está nos destruindo, o que nos impede de olhar melhor antes de sentenciar como "normal", como "esperado". Olhar duas vezes para a vida, parar e realmente olhar para as pessoas, para si. Apenas parar. Parar. Parada. Parando, por vontade antes que seja por necessidade.
Damos tanta coisa por certa, esquecemos que não existe certeza enquanto existir vida. Quero olhar no relógio e ver que ainda é cedo, sentir a alma amanhecer, sentir o amor aqui dentro e lançar fora o medo. Quero decidir, deliberadamente, amar, decidir viver. Dar aos que amo um olhar sincero e cheio de amor, dar palavras que confortem o coração. Nesses tempos de guerra contra tudo e todos, só o amor racional e a compreensão podem nos salvar de nós mesmos, desse constante bombardeio, dessa constante rasgação de membros. Ás vezes tenho certeza que esse torpor, essa sensação de falsa normalidade, é o que está nos destruindo, o que nos impede de olhar melhor antes de sentenciar como "normal", como "esperado". Olhar duas vezes para a vida, parar e realmente olhar para as pessoas, para si. Apenas parar. Parar. Parada. Parando, por vontade antes que seja por necessidade.
Karla Lima 27|11|2017
Comentários
Postar um comentário